Um pequeno relato de mudança

Hoje, o texto não é meu, e sim da minha amiga, irmã, comadre, amor da vida inteira que finalmente se abriu para experimentar as mudanças e transformações de uma alimentação saudável.

A Ana sempre sofreu muito com alergias, asma, rinite e também sempre soube que o leite e seus derivados não a faziam bem e agravavam seus sintomas. Porém, mesmo sabendo disso, ela continuava a se deliciar com os chocolates ao leite, sorvetes, iogurtes, queijos, tudo que ela adora. Até que algumas semanas atrás ela resolveu enfrentar a sua alergia, o seu temor da vida sem leite e dessa vez sem nada de remédios.

Para a nossa (minha e dela) surpresa e felicidade, ela seguiu a risca as minhas orientações e se surpreendeu com os resultados. Esses estão relatados no texto abaixo que ela escreveu para mim via e-mail.

“Hoje faz exatamente uma semana que comecei a fazer sério o que me passou, obedecendo as suas restrições e principalmente, estou sem lactose alguma. Mais do que querer, é meu dever passar esse relato pra você.

Bela, é incrível – e um pouco inexplicável – essa mudança. Estou me sentindo muito mais leve, calma (isso é tão evidente, ainda mais nessa semana que passou que além de caos emocional, teve período menstrual e trabalho puxado), menos ansiosa e mais disposta. O mais perceptível: menos entupida nas vias respiratórias o que significa menos lencinhos de nariz jogados por todos os cantos. O mais legal é ver que o que mudou não demorou para aparecer, só se passaram 7 dias e eu já vejo e, sobretudo, sinto a diferença.

Passei a ter outra relação com a comida. Coincidentemente nessa semana que meu pai foi internado, eu fiquei responsável pelo que eu comia e foi maravilhoso fazer todo o processo: desde ir ao Hortifruti e lojinhas naturais, a escolha dos alimentos, ao modo de preparo, até a refeição de fato. Em Moçambique cheguei a fazer isso durante meus meses de estadia lá, mas não com a mesma consciência de hoje, e óbvio, menos opções de hoje. Talvez porque lá era muito mais um “pra me alimentar / matar a fome” do que o ato de comer com/para saúde. É EXTREMAMENTE necessário fazer todo esse processo: escolher o alimento, olhar (e não só ver), tocar, sentir o cheiro e a textura, saber a medida da compra para não levar ao desperdício, separar cada receita no dia e diversificar as cores e sabores diariamente. Me levou a várias constatações:

A primeira foi perceber o quão somos distantes das nossas alimentações quando não realizamos esse processo e isso por si só desencadeia uma espécie de avalanche alimentar errônea. Se você só come o que está na sua frente você se submete a comer “qualquer coisa” pelo simples fato de ter que encher a barriga. Nossa classe/era/geração (ou qualquer outro nome que classifique) esteve e está acostumado a ter pessoas responsáveis pela sua comida, seja emprega, seja pais, seja o próprio restaurante do dia a dia. E você simplesmente não sabe o que está comendo, não sabe o tempero, não sabe o que leva e nem como foi preparado. Daí você come e não entende a relação que aquilo ali tem com você a não ser por ser sua refeição e dane-se se leva coentro ou manjericão, margarina ou óleo, pimenta ou pimentão, e a lógica acaba sendo “tanto faz, se o sabor é bom, tá valendo”. Nessa semana em que decidi, ajudei a preparar e levei comigo minha comida, eu não só sabia exatamente o que eu comia, como eu passei a comer mais devagar mudando minha relação com a comida – valorizei tudo o que estava ali. Talvez seja por isso que não precisei tanto do lanche da tarde e tampouco senti tanta fome. Em última análise: os alimentos de fato me alimentavam com o peso nutricional de cada um.

A segunda constatação: você muda a relação com o seu corpo. Passa a entender, a escutar e a senti-lo. A hora da fome, a hora da gula, a hora da “calma, você não precisa disso”, a hora do “isso não me cai tão bem”, a hora do “preciso mais disso”. No nosso mundinho corrido internético instagramado, o corpo vira objeto de consumo e desejo e esquecemos que ele é o nosso meio e não o nosso fim. Emagreci 3kg mas não porque quero um projeto verão, e sim porque meu corpo não precisa desses quilos a mais que estavam nele. Tirando a poesia e indo para a prática: comer saudável e saber comer é sobretudo ter outra relação com o que o seu corpo – entender o que ele quer e precisa. E isso significa começar a rechaçar o que não te faz bem – a cervejinha não teve vez, o chocolate da banca de jornal não foi comprado e o queijo não foi comido. A barriga desinchou e a balança contou 57,5kg.

Por terceiro (e faço dessa a última porque hoje é segunda e tenho que começar a rotina) é que seus desejos e prazeres caem por terra É bizarro e dá até certa raiva saber que até “ontem”  – espero – fui escrava de uma indústria açucareira lactoseana (liberdade poética) e não da hortinha da senhorinha fulana de tal ou da fazenda de cacau do senhor ciclano. Você acredita piamente que quer algo porque deseja aquilo até entender que aquilo ali não te faz bem. E o entendimento só vem com a negação radical  – tipo o que você fez pra mim na lista negra do que eu devo evitar. Só quando você realmente evita é que você entende – o seu corpo entende – que não precisa daquilo e que aquilo não vai te dar o prazer que você acha que te daria. Resultado: a partir do começo da mudança seus prazeres mudam e seus vícios também.

Sei que ainda tenho muito o que mudar e readaptar, mas a diferença já é evidente. Minhas próximas etapas são: fazer feira orgânica (ainda não fui em nenhuma pra fazer compras!), cozinhar e diversificar mais.

Obrigada. Muito obrigada por esse recomeço e por ter tido a paciência da insistência. Vale a pena e vale o relato.

Te amo,

Ana Lycia

obs1: fazer todo o processo do leite de amêndoa faz sentido agora, você não “take for granted” e me ajudou a valorizar ainda mais os alimentos e suas transformações.”

A relação entre o leite de vaca e o câncer de mama

Nos outros posts do blog como: “Desreguladores Endócrinos” e “Estrogênio e o Câncer de Mama” eu escrevi que o estrogênio é um hormônio estimulante e que promove o crescimento e reprodução das células. E no post “Será que o açúcar é o combustível das células cancerosas”, eu cito um hormônio chamado fator de crescimento semelhante à insulina-1 (IGF-1) que influencia o crescimento das células de câncer. Então agora eu gostaria de relatar como uma dieta rica em estrogênio e IGF -1 pode afetar a saúde e a formação de alguns tipos de câncer.

O diretor do centro de câncer da faculdade de medicina de Harvard, Lewis Cantley, afirma que até 80% dos cânceres nos seres humanos são movidos por mutações e/ou fatores ambientais que aumentam ou imitam o efeito da insulina sobre os tumores. Cantley está agora estudando a ligação de um gene especifico da sinalização da insulina (conhecido tecnicamente como PI3K , que é o gene que ativa o estrogénio) e o desenvolvimento de tumores na mama e outros canceres comuns em mulheres.

Alimentos ricos em, ou que aumentam o nível de IGF-1 e estrogênio no sangue, podem aumentar risco de câncer, principalmente da mama, pulmão e cólon. E por coincidência ou por fatores biológicos, qual o é alimento que tem altos níveis de IGF-1 e estrogênio ao mesmo tempo ? O LEITE DE VACA !!!

A primeira e mais importante finalidade do leite de vaca é de prover o crescimento. O bezerro nasce com 30 kg e passa para 300kg em apenas 8 meses. E o principal ingrediente do leite que torna esse rápido crescimento possível é o hormônio IGF-1. Então, quando o leite de vaca é consumido por seres humanos, os níveis de IGF- 1 também são elevados. Estudos mostram um aumento de 10 % nos níveis de IGF-1 em adolescentes do sexo feminino que tomavam 3 porções de leite por dia e o mesmo aumento de 10 % para as mulheres na pós-menopausa que consumiam três porções diárias de leite desnatado. Este aumento do nível de IGF-1 é uma razão importante para os efeitos de “construção óssea” do leite de vaca. Mas o IGF-1 promove também o crescimento indesejável do câncer. Nesse mesmo estudo, mulheres com câncer de mama apresentaram uma concentração maior de IGF-1 no sangue em comparação com mulheres saudáveis.

 

O leite de vaca também aumenta os níveis de estrogênio no corpo de uma pessoa. A principal fonte de estrogênio está na moderna prática da fabricação do leite. A indústria ordenha as vacas continuamente durante toda a gestação e o teor de estrogénio na vaca aumenta com o progresso da gestação passando de uma concentração de 15pg/ml no começo da gestação para 1000pg/ml no final da gestação.

A Associação Dietética Americana (ADA) relata que o câncer de mama é mais prevalente em países onde as mulheres consomem uma dieta com alto teor de gordura e baseada em produtos animais. A gordura saturada das carnes e produtos lácteos aumenta o risco de câncer de mama, porque as células adiposas produzem estrogênio, portanto, quanto mais gordura uma mulher tiver, mais estrogênio ela é estará fabricando no seu corpo, mesmo depois da menopausa.

No “American Journal of Clinical Nutrition”, Patricia Moorman apresentou algumas hipóteses sobre como o leite está relacionado ao câncer de mama. Aqui estão alguns pontos do artigo que resume muito bem a relação entre o consumo de leite e câncer de mama:

    – “Uma vaca grávida produz estrogênio extra que acaba em seu leite e o excesso de estrogênio é conhecido por fazer as células de câncer de mama se multiplicar.”

    – “Gordura no leite provoca a liberação excessiva de estrogênio no corpo da mulher.”

   –  “Fibra ajuda a o estrogênio do organismo, e o leite não contém fibras.”

    – “O leite materno , seja humano ou de vaca , ajuda o pequeno bebê a crescer rapidamente. É possível que os fatores de crescimento do leite, tais como o IGF -1, estimulem o crescimento de células cancerosas. Em um teste feito com tubos de ensaio, o IGF -1 pareceu acelerar o crescimento das células de câncer de mama , e ele pode ser mais potente do que o estrogénio, nesse sentido.  Agora as vacas também recebem o hormônio de crescimento bovino (BGH) para aumentarem sua produção de leite e elas acabem produzindo em média 2 a 4 vezes mais IGF-1 do que as vacas que não tomam hormônio.”

    – “O leite também contém pesticidas e poluentes industriais. Mortes por câncer de mama em Israel diminuiu quando três agentes cancerígenos encontrados no leite de Israel foram proibidos.”

 

 

Merenda Escolar Não É Exceção

Fico contente em ver muitas pessoas apoiando uma alimentação saudável e consciente. Ao mesmo tempo entendo algumas pessoas criticarem a marmita da minha filha, pois acredito que elas não enxergam a alimentação como uma ferramenta política, econômica, social, ambiental e de saúde. Eu acredito que podemos mudar o mundo através da alimentação e são esses valores que quero passar para a minha filha no dia a dia. Tem gente que escolhe a música, tem gente que prefere a politica, outros preferem o esporte, a pintura ou os livros para lutar por um mundo melhor. No meu caso, escolhi a comida!!!

Coloco banana da terra e batata doce na lancheira da minha filha primeiramente porque ela GOSTA. Os outros motivos são diversos, porém complementares.

  • Com a batata-doce e a banana da terra consigo mostrar pra ela o verdadeiro sabor da nossa terra, pra ela se lembrar que o sabor da infância era um sabor natural do Brasil e não de alguma formula artificial fabricada em laboratório.
  • Me importo com a saúde da minha filha e por isso presto atenção na alimentação dela. Não considero biscoito recheado, salgadinho de pacotinho, e achocolatados como alimentos e sim produtos maquiados de alimentos que iludem tanto os pais quanto as crianças com seus poderes viciantes. Não quero deixar a minha filha dependente de uma indústria, quero educá-la para ser independente, poder preparar o próprio alimento e escolher o que quiser para comer no jantar.
  • Nenhum lixo foi produzido com a merenda da Flor, fiz a granola em casa e a casca da banana virou adubo pra nossa pequena horta caseira. Porém, se tivesse colocado uma caixinha de achocolatado, um pacotinho de bolacha agua e sal e uma barrinha de cereal industrializada, seriam mais 3 embalagens jogadas no lixo que levariam milhares de anos para desintegrar.

Me lembro que quando eu era pequena o lanche servido na minha escola era pão com manteiga, biscoito recheado, sucos e café com leite. Já mais velha, tínhamos que comprar nosso próprio lanche na cantina que oferecia refrigerantes, salgadinhos, sanduiches, sorvetes, balas e chocolates. Com essa oferta, a criança cresce com uma má referência e influência na alimentação através da escola. Se os pais não forem conscientes e responsáveis pela alimentação dos filhos, incentivando o consumo de vegetais, frutas, legumes e cereais, eles crescem com o paladar já viciado em produtos industrializados, altamente açucarados e engordurados (com açúcar e gordura de péssima qualidade) que podem afetar sua saúde física e mental. Enquanto muitas cantinas forem grandes influências para uma alimentação de baixa qualidade, a saída é mandar a merenda das crianças de casa. E vale lembrar que a merenda escolar não é sinônimo de besteira, não é uma festa de aniversário ou uma ocasião especial, é o lanche que o seu filho come 5 vezes por semana, é a construção de um hábito. Então biscoitos recheados, salgadinhos, bolo industrializado e refrigerante não devem fazer parte de um lanche escolar.

Os valores estão invertidos na nossa sociedade. Muitas pessoas acreditam que saúde é sinônimo de mais hospitais, quando o ideal seria acreditar na promoção de uma alimentação e estilo de vida saudável para que não precisássemos de mais hospitais. Educação não é só falar por favor e obrigada e sim saber fazer escolhas que afetem o mínimo possível aos outros e ao meio-ambiente. Então, quando a sociedade enxergar a alimentação saudável como um investimento e garantia de qualidade de vida, quando cozinharmos pensando e respeitando a saúde do corpo, da terra e dos produtores, aí sim conseguiremos construir um futuro melhor.

 

Aveia, um grão naturalmente sem glúten

No ano passado escrevi no meu antigo blog sobre a aveia e o glúten, um assunto que hoje interessa a muita gente. E depois que meu programa foi ao ar ontem, algumas pessoas ficaram super curiosas e pediram mais informação sobre esse assunto. Então vamos lá.

O grão de aveia por natureza não contém glúten!!! http://www.cureceliacdisease.org/archives/faq/do-oats-contain-gluten

O glúten é o um tipo de proteína encontrado em cereais como o trigo, centeio e cevada. A aveia possui outro tipo de proteína chamada de avenalina. Mas para que a aveia e seus os produtos permaneçam livres de glúten, é importante ter certeza de que eles não entraram em contato com cereais que contenham glúten em alguma fase do processamento, desde o plantio, colheita, transporte e moagem.

A aveia é normalmente cultivada no mesmo terreno que o trigo, centeio e cevada em um processo chamado de rotação, onde uma temporada eles plantam a aveia, na outra plantam o trigo, depois o centeio e voltam a plantar a aveia novamente. Mas apesar do fato de que o sistema de rotação é uma das melhores maneiras de manter a terra naturalmente fértil, esse processo pode deixar para trás algumas sementes de centeio, cevada ou trigo que levam a contaminação da plantação de aveia pelo glúten.

Outra possível forma de contaminação é durante o transporte da aveia que pode ser mantida em recipientes que tenham armazenado grãos ricos glúten previamente. Só por compartilhar os mesmos recipientes que o trigo pot exemplo, a aveia pode ser contaminada por traços de glúten.

E a forma mais comum de contaminação no entanto, é durante o processamento. O processo de moagem da aveia, se realizado no mesmo equipamento utilizado para moer o trigo, centeio ou cevada pode acabar contaminando a aveia com o glúten. Limpar o maquinário a cada vez que for processar a aveia é muito caro e trabalhoso. Porém existem produtores de aveia, nos Estados Unidos, que tomam todos os cuidados para que ela chegue livre de glúten no seu prato. Ao contrário do que muitos pensam, a aveia sem glúten foi cuidadosamente manipulada para que não houvesse contaminação durante todo o seu processo. E não que tenha tido os traços de glúten removidos uma vez que a aveia originalmente não contém glúten.

Devido a essas formas de contaminação a maior parte das aveias comercializadas aqui no Brasil contém traços de glúten e não podem ser certificadas como livres de glúten.  Assim, podendo prejudicar, ou não a saúde dos celíacos ou pessoas com intolerância ao glúten.

 

Foto ilustrativa retirada do google.

 

 

 

A Minha Pasta de Dente – Cúrcuma

Não sei porque o mundo tem que girar em torno de artigos científicos, como se pudéssemos e devêssemos acreditar em todos eles sem reparar na tendenciosidade de muitos deles. Há algumas semanas atrás eu postei uma foto da receita do meu desodorante caseiro nas minhas redes sociais e não imaginava o tremendo sucesso que faria. Percebi que as pessoas gostam de ter mais conhecimento para produzir suas próprias necessidades pessoais (assim como aprender a cozinhar, costurar, escrever, ler, plantar, etc). Então hoje eu resolvi postar a foto da pasta de dente que uso já há alguns meses com o mesmo intuito de mostrar alternativas aos produtos industrializados que muitas vezes não oferecem muitas escolhas ao consumidor. Porém, parece que eu ofendi profundamente a comunidade odontológica nas redes sociais quando disse que usava cúrcuma no lugar da pasta de dente e achava isso mais saudável por não conter flúor (pois acho o flúor um “porcarito”). Eu já respondi a alguns comentários, escrevi brevemente no facebook sobre a postagem, mas resolvi publicar esse texto com alguns artigos científicos relacionados ao beneficio da cúrcuma na saúde bucal e dentaria para ver se assim, com os tais artigos científicos, muitos possam abrir as suas mentes e quem sabe começar a fazer seus próprios estudos aqui no Brasil!!!

Eu conheço bem os benefícios da cúrcuma há muitos anos quando comecei a estudar nutrição ayurvédica e faço uso dela na minha alimentação com frequência. Assim como também consumo a cúrcuma muitas vezes para sarar um machucado, um corte, uma inflamação aguda, etc. Porém fui pesquisar sobre os benefícios da cúrcuma na saúde dentária há pouco tempo e me surpreendi com os bons resultados. Não deixo de usar pasta de dente sempre que posso somente por causa do flúor, mas principalmente por causa dos vários outros químicos que não gostariam de estar em contato ou ingerindo!

E para aqueles que gostam de experimentar coisas novas, o bochecho com óleo de coco no lugar do enxaguante bucal também é ótimo!!!

Segue alguns artigos (de muitos) que mostram os benefícios da cúrcuma e seus derivados para a saúde dentária e bucal. Assim como olhares sobre o consumo de flúor e outros métodos para conservar a higiene e saúde bucal! Boa Leitura.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3633300/

http://ecancer.org/news/7234-curry-ingredient-offers-potential-therapy-for-cancers-caused-by-hpv.php

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3498709/

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25210256

http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2015/04/25/coconut-oil-toothpaste.aspx

http://www.cdc.gov/nchs/data/databriefs/db53.htm

http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2013/04/30/water-fluoridation-facts.aspx

http://www.enxaqueca.com.br/enxaqueca/enx_fluor1

 

O estado que as coisas eram antes da Bela Gil

Hoje recebi este texto no email de uma carinhosa espectadora. Querida Luciana Pego, não tenho nem como agradecer essa linda e verdadeira forma de carinho comigo e que estende-se a todas as minorias do nosso gigantesco mundo. Vc tirou as palavras do meu peito!!!

[IN STATU QUO RES ERANT ANTE BELLUM]
Ou “o estado que as coisas eram antes da Bela Gil”.*
De repente, no meio de trocentos programas de culinária na TV surge uma menina ‘brejeira’ no jeito e nas palavras e começa a falar de uma forma diferente de olhar para o alimento, uma forma mais natural, menos processada e mais saudável.
E então, programa após programa, ela começa a descascar como numa cebola, algumas camadas de conceitos culturais que por muitos anos estiveram estacionados nas nossas cabeças sem os questionarmos.
Aí algumas pessoas que já vinham de uma jornada de busca por consciência e conhecimento um pouco mais profundo que os oferecidos na novela das nove, de imediato se regozijam de felicidade por, enfim, poder aprender coisas que serão úteis para o seu dia-a-dia, ampliando suas possibilidades de cardápios, modos diversos de preparo dos alimentos, ingredientes pouco ou totalmente desconhecidos, e novas possibilidades de recriar pratos da nossa memória afetiva de uma forma diferente.
Ela substituiu o açúcar refinado pelo melado, ela falou dos benefícios de se usar o óleo de coco no dia-a-dia, ela trouxe a pauta dos orgânicos para a mesa em todas as refeições, ela atiçou a nossa curiosidade por ler os rótulos dos produtos que consumimos, ela falou de aproveitamento máximo dos alimentos e de um movimento super coerente chamado slow food que repensa toda a cadeia produtiva do alimento até que ele chegue na nossa boca.
Ela também provocou pais e mães a reavaliar a alimentação dos filhos, mostrou que merenda é algo que faz parte da rotina diária da criança e por isso deve ser considerada como parte fundamental na formação de hábitos nos pequenos, e mostrou o quanto o exemplo dos pais/adultos é importante nesse processo.
A Bela fez muita gente começar a cultivar uma horta, a voltar pra cozinha e retomar o gosto e o cuidado pelo preparo do que vai alimentar o seu corpo – e porque não a sua alma, a cozinhar com as crianças ampliando seu vínculo tanto com os pais quanto com a alimentação responsável, promoveu a marmita ao posto de melhor alternativa para comer fora de casa, e criou um espaço sensacional para falar de “alternativas” ao que está culturalmente pré-estabelecido.
Mesmo ali, falando dentro do seu universo de formação ‘oficial’, ela já vinha sendo enxovalhada de críticas e chacota, não só ela, obviamente, mas todos os que escolheram pra si esse caminho que passa pela busca consciente de respostas que não encontravam lugar no caminho “tradicional” – como eu, inclusive.
Mas então a Bela decidiu compartilhar suas receitas caseiras e menos industrializadas para o seu desodorante e sua pasta de dente. Isso mesmo, ela “compartilhou” com os seus seguidores uma escolha sua, ela não fez apologia ao fechamento das universidades de medicina, ela não recomendou que todos deixassem de ir ao dentista, nada disso, ela apenas expôs uma escolha pessoal publicamente.
Eu juro que se eu não tivesse lido – e entrado no debate – eu não acreditaria em algumas coisas que eu li nos comentários que se seguiram de pessoas passionalmente iradas, raivosas, babando, profissionais ostentando seus diplomas e seus anos nos bancos de escola para desafiar a “cozinheira”, ofensas e comentários preconceituosos – classistas, raciais e profissionais, completamente alheios ao fato de que do outro lado há uma pessoa oferecendo sorriso, simpatia, informação e o seu melhor para aqueles em quem suas palavras encontram eco.
Assim, depois de tanta polêmica envolvendo a Bela, eu parei para tentar entender o porquê de tanta violência gratuita contra alguém que não somente pensa e age diferente como também enfrenta o status quo.
E percebi que os vegetarianos/veganos/alternativos não são diferentes dos gays, dos negros, dos umbandistas, dos pobres, das parideiras naturais e dos “diferentes” de maneira geral. Enquanto nas sombras, escondidos, acuados e invisíveis, não serão jamais pauta para o debate mas a partir do momento em que ganham espaço e expressão, que questionam a “normalidade”, aí a coisa muda de figura.
Quanto tempo ainda vão levar os brasileiros (porque roupa suja se lava em casa e cada cultura é muito diferente da outra) para aceitar que o espaço público é de todos, que ninguém é melhor que ninguém, que o conhecimento das rezadeiras e dos pajés não é menor do que o dos acadêmicos, que o moleque da favela pode frequentar o shopping, que o casal gay pode se beijar em público, que umbandistas devem ser respeitados, e que o mundo existe nas diferenças e nas relações que se criam no espaço entre elas?
Por que tanto terror quando alguém percorre uma rota diferente da estrada principal onde a maioria trafega?
Será o medo de perder poder, espaço, dinheiro, status ou orgulho? Tudo isso é culpa daquela entidade reconhecida pela psicanálise como Ego?
Gente, há espaço pra todo mundo, essa ideia colonialista de que uma cultura só pode existir destruindo a outra está ultrapassada, e quanto mais soubermos conviver, melhor será o mundo pra todos.
De verdade, ontem eu cheguei a ter pena de muita gente, pena pelo grau de envenenamento em que vivem, pelo quão contaminadas de ódio estão, considerando que a gente só pode dar aquilo que sobra dentro da gente, né?
Mas tive medo também, medo de precisar de um profissional de saúde e não saber a quem recorrer porque, pela amostra de cães raivosos que vi ali, pessoas sem o menor respeito pelo outro ser humano, respeito às escolhas individuais, de verdade, quem quer alguém assim por perto?
Depois dos últimos acontecimentos ando um tanto quanto temerosa, imaginando uma cena de violência física e verbal na cadeira de um dentista ao declarar, ressabiada, a opção pela não aplicação de flúor ao final da limpeza. Sério. Já me imaginei fazendo exame de corpo de delito.
Pelo visto os anos nos bancos da escola e os diplomas não dão conta do esvaziamento de valores da sociedade, né?
E enquanto isso as Belas seguirão surgindo para mostrar para os intolerantes que o mundo é muito maior do que o entorno do seu umbigo e que há muito, mas muito mais coisas para se aprender nessa vida do que poderemos em nossa breve passagem por aqui. Mas começar pelo respeito já seria muito bom.
—–
*A expressão do latim “in statu quo res erant ante bellum” significa “o estado que as coisas eram/estavam antes da guerra”, pela permanência, pelo conhecido, rotineiro.
Bellum se refere ao que é ‘bélico’, ou coisas relacionadas à guerra, mas no exemplo pode também ser aplicado à Bela, rs. E como incomodam as pessoas que questionam esse tal de status quo, né?
Enquanto eu lia meu livro preferido da minha pré-adolescência, jamais poderia imaginar que a ficção de Pedro Bandeira seria tão verídica, que havia no mundo pessoas tão agarradas à tal ‘droga da obediência’.

 

Melado de Cana Orgânico – Bela Gil

O Melado é um adoçante natural, uma boa opção para substituição do açúcar e muito nutritivo por ser rico em cálcio, magnésio e selênio.

Pensando nisso, me uni à Monama para lançarmos juntos o Melado de Cana Orgânico Bela Gil, que como o nome diz é orgânico e sem aditivos químicos, claro!

Abaixo você pode encontrar algumas receitas de pratos deliciosos que usam o melado:

 

·         Granola com frutas

·         Torta gelada de frutas vermelhas

·         Mousse de chocolate

 

Você já pode encontrar os Melados Bela Gil pelo Brasil nas lojas abaixo ou no site da Monama.

Mundo V Recreio (RJ)
Fontes Ipanema (RJ)
Kitanda Prod. Saudáveis (PR)
Villa Verde (MG)
Gávea Integral( RJ)
Bem Vivo (RJ)
Nutri Bem(MG)
Cia das Nozes e Castanhas(SC)
Quintal Orgânicos (ES)
Empório Verde RJ
Marina Coisas da Roça (MG)
Armazen Sem Glúten (SC)
Cia Saúde Joinville (SC)
Mundo V Jd Botânico (RJ)
Via Verde Laranjeiras(RJ)
Veganza Vitória(ES)
Estação Verde Petrópólis (RJ)
Via Verde Prezunic (RJ)
Ponto Natural Vila Velha (ES)
Bendita Horta (RS)
Empório Bem Viver (MG)
New Vita Prod. Nat(SC)
AM PM Loja de Conv(RS)
Pedaço da Natureza (SC)
Mundo V Iguatemi Florianópiolis(SC)
Loja Korin Copacabana (RJ)
Papa Capim – Natal - RN
Nutrimaster – Salvador - BA
Fribal – São Luís - MA
Mundo Verde Lago Sul – Brasília - DF
Bienutrir – Fortaleza - CE
Ponto Natural Goiânia – Goiânia – GO 
Armazem 420 – Caeté-Açu - BA
Mundo V Campo Belo – SP
100g de Centeio – Campinas
Mundo V Jardim Sul – SP
Empório Bacalhau – SP
Cogeb Supermercados – Rio Claro
Empório Tapioca – Taubaté
Zona Cerealista – SP
Vitalitê Dietas – Marilia

Se quiser saber mais sobre os benefícios do melado leia o post “Açúcar: qual seria o mais indicado” aqui.

 

Bom apetite!

Já tá no forno o livro “Bela Cozinha 2”!

[:pb]

Capa do livro "Bela Cozinha 2"

Capa do livro “Bela Cozinha 2”

 

O Bela Cozinha é um programa onde eu tento divulgar a visão mais ampla da alimentação saudável e mostrar às pessoas que a escolha da nossa comida impacta o mundo de diversas maneiras.  Eu considero que comida e o ato de cozinhar sejam ferramentas politicas, econômicas, sociais, ambientais e de saúde. Por isso devemos escolher bem o que comemos e oferecemos à nossa família. Este livro apresenta receitas e pratos muito saborosos feitos com ingredientes saudáveis que irão beneficiar a nossa saúde e o planeta.

Selecionei algumas receitas imperdíveis das temporadas 2, verão e 3 do Bela Cozinha para vocês poderem experimentar e constatar a delicia que é se alimentar com o melhor combustível pro ser humano: a comida de verdade! As receitas desse livro são em sua maioria baseada em frutas, legumes e verduras, sempre frescos, naturais e livres de agrotóxico, que podem ser usadas no dia a dia e em ocasiões especiais. Aproveitem

Pré-venda disponível nos sites:

FNAC -bit.ly/bc2fnac

Saraiva – http://bit.ly/bc2saraiva

Travessa – bit.ly/bc2travessa

Folha – bit.ly/bc2folha

Extra – bit.ly/bc2extra

Casas Bahia – bit.ly/bc2casasbahia

Cia dos livros – bit.ly/bc2ciadoslivros

 

[:en]

 

O Bela Cozinha é um programa onde eu tento divulgar a visão mais ampla da alimentação saudável e mostrar às pessoas que a escolha da nossa comida impacta o mundo de diversas maneiras.  Eu considero que comida e o ato de cozinhar sejam ferramentas politicas, econômicas, sociais, ambientais e de saúde. Por isso devemos escolher bem o que comemos e oferecemos à nossa família. Este livro apresenta receitas e pratos muito saborosos feitos com ingredientes saudáveis que irão beneficiar a nossa saúde e o planeta.

Selecionei algumas receitas imperdíveis das temporadas 2, verão e 3 do Bela Cozinha para vocês poderem experimentar e constatar a delicia que é se alimentar com o melhor combustível pro ser humano: a comida de verdade! As receitas desse livro são em sua maioria baseada em frutas, legumes e verduras, sempre frescos, naturais e livres de agrotóxico, que podem ser usadas no dia a dia e em ocasiões especiais. Aproveitem

Pré-venda disponível nos sites:

FNAC -bit.ly/bc2fnac

Saraiva – http://bit.ly/bc2saraiva

Travessa – bit.ly/bc2travessa

Folha – bit.ly/bc2folha

Extra – bit.ly/bc2extra

Casas Bahia – bit.ly/bc2casasbahia

Cia dos livros – bit.ly/bc2ciadoslivros

 

[:]

Lanche do Avião, que lanche?

Para quem se preocupa com a alimentação, não só em relação aos valores nutricionais, mas também socioculturais e ambientais acredito que não consigam comer os lanchinhos oferecidos na maioria das companhias aéreas do Brasil. Os exemplos de lanches que tenho reparado frequentemente são refrigerantes ou suco de caixinha, sanduiches de queijos e embutidos, barrinhas de cereal, biscoitos doces e bolachas salgadas, nada muito apetitoso (pra mim), quiçá nutritivo.

Recentemente numa ponte-aérea do Rio pra SP, fiquei abismada com a opção de lanche que o avião oferecia e mais intrigada ainda de ver que praticamente o avião inteiro aceitou o lanche de uma forma entusiasmada. Isso me fez pensar se as pessoas sabem o que estão comendo, se querem saber o que estão comendo e se se interessam sobre os impactos da alimentação nas próprias vidas e no mundo? Será que querem?

Querendo ou não, eu me sinto na responsabilidade de alertar sobre o consumo excessivo de alimentos altamente processados que prejudicam a nossa saúde e a nossa vida de diversas maneiras. Uma vez que escolhemos um refrigerante para tomar, excluímos a opção da água (ninguém costuma tomar um refrigerante acompanhado de água), uma vez que escolhemos um biscoito recheado, excluímos a opção da fruta (ninguém costuma comer biscoito recheado acompanhado de fruta) e assim por diante… Por isso esses produtos altamente processados devem ser exceções nas nossas vidas. E tenho quase certeza que a maior parte dos passageiros daquele avião não veem a ponte aérea como uma exceção em suas vidas.

Tirei uma foto do lanche para poder descrevê-lo pra vocês da maneira que o vejo:

1 copo de 200ml do refrigerante tinha: 85 Kcal e 21 gramas de açúcar.

1 pacotinho de 30g da bolacha salgada tinha: 91kcal e 13g de carboidrato (infelizmente eles não colocaram no rótulo a quantidade de açúcar presente no biscoito. Sim, esse biscoito salgado contém açúcar e açúcar invertido).

1 pacotinho de 30g do biscoito doce tinha: 144 kcal e 11 gramas de açúcar.

Não quis contabilizar a quantidade de sódio, nem de gordura e nem de proteína. Quis focar na quantidade absurda de açúcar que um lanchinho desses nos fornece. No total foram 32g de açúcar, 128% do valor diário recomendado pela Organização Mundial de Saúde para o consumo de açúcar. Ou seja, esse lanche por si só já ultrapassa a quantidade de açúcar que poderíamos comer durante 1 dia para manter uma dieta saudavél. Somos uma sociedade viciada em açúcar? Sim. Essa é a causa de muitas doenças crônicas como câncer, obesidade, cárie e diabetes? Sim. Devemos regulamentar o consumo do açúcar e alertar a população sobre o seu abuso? Sim.

Então, não tenham vergonha de andar com uma maçã na bolsa, algumas castanhas, um biscoitinho feito em casa, algumas frutas secas e uma garrafinha de água. Pois além de nos forcener vitaminas e minerais, nos fornece energia vital, sopro de vida!!! A saúde do corpo e do planeta agradecem.